segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Passado

Após assistir ao belo "Passado", de Hector Babencom, com Meyre e Cássia, não pude deixar de pensar o quão próximo da vida o cinema pode ser, às vezes... claro que não ficou aquele sabor amargo como quando assiti a "Closer", porém não conseguir evitar as imagens que passaram por minha cabeça: uma cena, um momento, uma canção... por isso, deixo aqui aquela que para mim melhor retrata o que sinto no momento... com vocÊs, Chico Buarque:

"Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim! O resto é seu
Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças
Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter
Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado
Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde".

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Estou cansada

...
Estou cansanda desta vida corrida
desta vida sem vida
desse amor, desamor...

Estou cansada da lua que brilha
sem trazer alegria
deste pranto, esta dor...

Estou cansada, cansada, até quando lutar?
Esta espera desesperançosa
Este amor solitário,
Esta luta incessante por um lugar, um olhar
um sorriso, alguém que preciso
um amor, para amar...

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

um olhar, uma canção

"Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão".

Drummond

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

perdemos um amigo

ele se foi para junto do Pai... que a familia tenha conforto e nós, os amigos, aprendamos a conviver com a saudade....

Adeus, Efraim... nosso querido "cara de palhaço"

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

C'est pour vous....

Você diz que eu te assusto
Você diz que eu te desvio
Também diz que eu sou um bruto
E me chama de vadio
Você diz que eu te desprezo
Que eu me comporto muito mal
Também diz que eu nunca rezo
Ainda me chama de animal

Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo, é do amor
Que você guarda para mim
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo, é de você
Você tem medo, é de querer

Você diz que eu sou demente
Que eu não tenho salvação
Você diz que eu, simplesmente,
Sou carente de razão
Você diz que eu te envergonho
Também diz que eu sou cruel
Que no teatro do teu sonho
Para mim não tem papel

Você não tem medo de mim...
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo, é de você
Você tem medo, é de querer
Me amar

Adriana Calcanhoto

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Lua ....

"Lua, lua linda brilha
no horizonte, no céu...
Ilumina os caminhos
de norte a sul.
São Jorge lá está
lutando contra o dragão.
O amor é o luar
e uma guitarra na mão."


Esta musiquinha é de um grande amigo meu... que hoje está distante, mas que, espero, esteja muito feliz!!!
Como vi a linda lua hoje, lembrei da canção, consequentemente do dono dela... e quis prestar esta singela homenagem...

Dejà-vu

A providência divina é uma das maiores certezas de minha vida, assim só posso dizer: OBRIGADA SENHOR!!!!!

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

"tempo, tempo, mano velho, falta um tanto ainda eu sei, pra vc correr macio..."

Se corações pudessem se comunicar
imagino eu o que o meu iria ao teu falar
talvez de sonhos e desejos oprimidos
ou das loucuras ditas ao pé do ouvido.

Porém, nem coração nem olhar conseguem exprimir
a vontade existente entre o ser e o agir,
então palavras tornam-se necessárias à boca
para assim revelar-te esta paixão tão louca.

Mas, em meio a sonhos de desejo e sedução,
cresce o descontrole em meu coração
que se põe, ansioso, a imaginar

Quando há de ser o grande dia
em que teus braços e teu corpo em harmonia
vão, enfim, às nuvens me levar...


meu primeiro poema... tão sincero, tão trabalhado...

E seu, só seu...