demais!!!
domingo, 6 de dezembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Para começar bem o dia, nada como Fernando Pessoa.
Símbolos?
Estou farto de símbolos...
Mas dizem-me que tudo é símbolo.
Todos me dizem nada.
Quais símbolos? Sonhos.—
Que o sol seja um símbolo, está bem...
Que a lua seja um símbolo, está bem...
Que a terra seja um símbolo, está bem...
Mas quem repara no sol senão quando a chuva cessa,
E ele rompe as nuvens e aponta para trás das costas
Para o azul do céu?
Mas quem repara na lua senão para achar
Bela a luz que ela espalha, e não bem ela?
Mas quem repara na terra, que é o que pisa?
Chama terra aos campos, às árvores, aos montes.
Por uma diminuição instintiva,
Porque o mar também é terra...
Bem, vá, que tudo isso seja símbolo...
Mas que símbolo é, não o sol, não a lua, não a terra,
Mas neste poente precoce e azulando-se
O sol entre farrapos finos de nuvens,
Enquanto a lua é já vista, mística, no outro lado,
E o que fica da luz do dia
Doura a cabeça da costureira que pára vagamente à esquina
Onde demorava outrora com o namorado que a deixou?
Símbolos? Não quero símbolos...
Queria — pobre figura de miséria e desamparo! —
Que o namorado voltasse para a costureira.
Álvaro de Campos
Estou farto de símbolos...
Mas dizem-me que tudo é símbolo.
Todos me dizem nada.
Quais símbolos? Sonhos.—
Que o sol seja um símbolo, está bem...
Que a lua seja um símbolo, está bem...
Que a terra seja um símbolo, está bem...
Mas quem repara no sol senão quando a chuva cessa,
E ele rompe as nuvens e aponta para trás das costas
Para o azul do céu?
Mas quem repara na lua senão para achar
Bela a luz que ela espalha, e não bem ela?
Mas quem repara na terra, que é o que pisa?
Chama terra aos campos, às árvores, aos montes.
Por uma diminuição instintiva,
Porque o mar também é terra...
Bem, vá, que tudo isso seja símbolo...
Mas que símbolo é, não o sol, não a lua, não a terra,
Mas neste poente precoce e azulando-se
O sol entre farrapos finos de nuvens,
Enquanto a lua é já vista, mística, no outro lado,
E o que fica da luz do dia
Doura a cabeça da costureira que pára vagamente à esquina
Onde demorava outrora com o namorado que a deixou?
Símbolos? Não quero símbolos...
Queria — pobre figura de miséria e desamparo! —
Que o namorado voltasse para a costureira.
Álvaro de Campos
domingo, 8 de novembro de 2009
Rodrigo Maranhão - Caminho das Águas
Fazia tempo que não ia a um show tão bom como este do Rodrigo Maranhão pelo projeto "Pode Apostar" do CCBB, que tive prazer de presenciar ontem à noite. Rodrigo é divertido, talentoso, excelente intérprete, porque como compositor não preciso nem falar - já conhecia algumas canções, como esta do vídeo, mas vê-lo ao vivo é algo que vale a pena. Imperdível!
Grata surpresa!!!
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Estou aqui- Anjos de Resgate
tentando me manter no clima do Retiro... está um pouco dificil, mas ninguém disse que seria fácil, não é, Senhor?
Amo-te!
Um dia depois do Retiro Espiritual da Capelania...
..."Te amar por quem não te ama, te adorar por quem não te adora, esperar por quem não espera em ti, pelos que não creem eu estou aqui..."
FOI DEMAIS!
FOI DEMAIS!
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
"Tem dias que a gente se sente, como quem partiu ou morreu, a gente estancou de repente ou foi o mundo então que cresceu?
A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a Roda Viva e carrega o destino pra lá..." Chico.
Não sei o que se passa, "o que há de errado com o meu coração", mas há uma agonia, uma aflição que não estava aqui há pouco e que vem me sufocando de um jeito, como se meu peito fosse explodir em lágrimas a qualquer momento...
E eu, que achava que esta instabilidade emocional havia passado, vejo-me, novamente, no olho do furacão; HUMOR NEGRO É PIADA...
A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a Roda Viva e carrega o destino pra lá..." Chico.
Não sei o que se passa, "o que há de errado com o meu coração", mas há uma agonia, uma aflição que não estava aqui há pouco e que vem me sufocando de um jeito, como se meu peito fosse explodir em lágrimas a qualquer momento...
E eu, que achava que esta instabilidade emocional havia passado, vejo-me, novamente, no olho do furacão; HUMOR NEGRO É PIADA...
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
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